A transformação digital foi uma das mudanças que mais impactaram o setor industrial durante a crise

Se você tem acompanhado as consequências do recente surto do coronavírus no mundo, sabe como ele tem impactado diretamente a vida das pessoas. Em apenas meses, podemos ver as mudanças na experiência humana e na forma de trabalho.
A série “Explicando” da Netflix, já previu a pandemia do COVID-19 em novembro de 2019 em seu episódio chamado “A Próxima Pandemia”. Com base em diversos estudos, o episódio destaca que a tecnologia é uma grande aliada para encontrar soluções práticas.
O que sabemos é que haverá um antes e depois do novo coronavírus. E as empresas precisam estar preparadas para os impactos que essa crise trará para o mundo dos negócios e o cenário do trabalho.
Confira os efeitos que a nova pandemia está trazendo para os negócios neste artigo.
O cenário atual da economia global pode ser definido por uma palavra: incerteza. Com o comércio paralisado, investimentos congelados e redução no consumo em mais de 175 países, a atividade econômica cai acentuadamente, entrando em colapso e em período de recessão.
Ou seja, as pessoas não compram mais, exceto itens essenciais. Elas reduzem as compras que podem ser adiadas facilmente (como carros e eletrodomésticos) e aumentam a economia de precaução em antecipação a um agravamento da crise.
De acordo com o relatório da Mckinsey & Company, uma queda de 40 a 50% nos gastos discricionários representa uma redução de aproximadamente 10% no PIB americano.
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) já declarou que o choque econômico já é maior do que a crise financeira de 2008 e o PIB mundial pode cair para 1,5%.
A China – primeiro país a ser infectado – é uma das nações mais afetadas até agora, estimando um crescimento de 4,9% do seu PIB, segundo o OCDE. Os Estados Unidos têm uma projeção de 0,4% para este ano, enquanto a União Europeia pode ter uma redução de 1%, conforme a Comissão Europeia.
Já o Brasil aponta um cenário econômico mais negativo. O governo cortou sua projeção oficial de 2,1 para 0,02%. Recentemente, o senado aprovou o projeto de auxílio emergencial para trabalhadores informais com o valor de R$600 mensais.
A expansão do COVID-19 pelo mundo tem causado queda nas vendas de diversos segmentos, principalmente do varejo. Empresas passaram a adotar o trabalho remoto, escolas com aulas suspensas e comerciantes fechando lojas. Todas essas medidas reduzem o consumo e a renda.
O impacto no comércio tem levado muitos empresários a buscarem alternativas para não fecharem as portas e continuar com estoques girando, através do e-commerce e entregas delivery, a fim que os bens de consumo cheguem aos consumidores que estão em isolamento.
Categorias específicas de mercado, como higiene pessoal e limpeza, têm registrado aumento de demanda. Máscaras e álcool em gel já têm alta de 150% em vendas no Brasil.
Segundo a Confederação Nacional do Comercio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o comércio no país deve perder R$ 25,3 bilhões na segunda metade de março de 2020 somente nos estados de SP, RJ, MG e Distrito Federal.

Um dos principais efeitos negativos gerados pela pandemia é na ruptura de estoque de lojas de pequeno à grande porte. A falta de produtos disponíveis para o consumo é devido a alta nas vendas de determinadas mercadorias nos setores de higiene e saúde, incluindo farmácias.
O segundo impacto é o atraso de fornecedores. Empresas que trabalham com a importação de produtos chineses para revenda ou fornecedores diretos estão sofrendo com a demora da chegada e envio dos itens.
Enquanto a indústria brasileira se recuperava em janeiro deste ano, a crise do novo coronavírus chegou subitamente e desfez as previsões otimistas.
O setor industrial será o mais afetado no Brasil. O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, avalia que as dificuldades para as indústrias aparecerão devido a falta de insumos, liquidez e queda nas vendas.
O que comprova isso é a pesquisa da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) que, no começo de março, mostrou que 70% das empresas associadas já apresentam problemas com o abastecimento de componentes produzidos na China e em outros países asiáticos.
A China, por sua vez, também possuiu uma queda brusca na produção industrial. Em janeiro e fevereiro, o país registrou queda de 13,5% na indústria – a maior em três décadas.
Por ser o país responsável por um terço das manufaturas de todo o mundo e líder de exportação de bens de consumo, o Brasil com certeza sentirá essa retratação.
Calma, sabemos que o nosso cenário não é favorável, mas nada é impossível. Há várias empresas que já estão fazendo a diferença e sobrevivendo a pandemia do novo coronavírus.
O home office, por exemplo, passou de opção para necessidade neste momento de pandemia. A partir daí, muitas empresas já adotaram o trabalho remoto para garantir qualidade de vida e maior produtividade de seus colaboradores.
Tecnologias como telecomunicações, inteligência artificial, impressão 3D, drones e IoT, entre outros estarão cada vez mais presente na vida das pessoas – como foi provado nessa crise.
Outra mudança já implantada são as vendas online. O comportamento do consumidor mudou, e continua sofrendo diversas transformações que, através do comércio eletrônico (e-commerce), se tornou cada vez mais fácil pesquisar sobre um produto e, de fato, comprar.
A Rappi e IFood, startups de delivery, criaram uma modalidade de entrega “sem contato” para proteger os entregadores e consumidores. O Burger King doará R$1 milhão ao SUS e o Magazine Luiza R$10 milhões para o combate do vírus.
Claro, Net, Sky, Vivo TV e Oi TV liberaram canais de graça para todos os usuários de tv por assinatura. A Louis Vuitton está usando fábricas de perfume para produzir álcool em gel na França.
A Microsoft criou um mapa em tempo real mostrando o número de casos de COVID-19 por todo o mundo. A TECNICON está produzindo máscaras de proteção através de impressoras 3D para profissionais de saúde da cidade de Horizontina/RS.
E você, o que a sua empresa está fazendo para evitar os impactos da crise do coronavírus? Compartilhe nas redes sociais!
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