Conheça quais são as previsões e expectativas do setor industrial para 2021

Podemos dizer que 2020 foi intenso. Um ano cheio de acontecimentos e transformações, fazendo os meses passarem em um piscar de olhos e nos tornando mais reflexivos sobre o futuro.
Pandemia, crise econômica, eleições, fechamento das fronteiras, isolamento social e entre outras situações inesperadas impactaram o mundo, principalmente o setor industrial que sofreu com a falta de suprimentos e paralização do comércio.
Mesmo com tantas consequências, a maioria das previsões para 2021 são otimistas, esperando uma recuperação econômica lenta, porém significativa.
Vamos espiar a seguir o que a manufatura brasileira pode esperar para este ano.
Foi no dia 11 de março de 2020 que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou pandemia pelo novo covid-19. No Brasil, a doença infectou mais de 7 milhões de pessoas e deixou uma média de 170 mil mortes até dezembro.
No mundo, os casos de coronavírus ultrapassaram a marca de 75 milhões e 1 milhão de mortes. Como consequência, houve grandes efeitos nos negócios e na economia global, principalmente no primeiro semestre de 2020.
O comércio foi paralisado, investimentos congelados e redução no consumo em mais de 175 países, entrando em colapso e em período de recessão. O setor industrial, por sua vez, foi o mais afetado no Brasil, sofrendo com a falta de insumos, liquidez e queda nas vendas.
Já no começo de março, por exemplo, 70% das empresas apresentaram problemas com o abastecimento de componentes produzidos na China e em outros países asiáticos, segundo o Abinee.
Saiba mais sobre os principais impactos do coronavírus nos negócios.
As projeções da Confederação Nacional da Indústria (CNI) para 2021 mostraram-se otimistas, isso se não houver impedimentos nos reajustes de preços e juros.
No estudo, o Produto Interno Bruto (PIB) deverá crescer em 4% e com um aumento de 4,4% também no PIB industrial, tendo encolhido 4,3% em 2020.
Este crescimento será possível devido a retomada da maioria das atividades econômicas e, só poderá ser mais efetiva se grande parte da população for imunizada. A manutenção da recuperação dependerá não só das medidas econômicas como também da saúde pública.
A inflação está prevista em 3,55% ao ano, abaixo da meta anual, devido a reajuste de preços para baixo, além da taxa de juros Selic poder subir em 1%, e o crescimento de estoque de crédito com 7,5%.
A taxa de desemprego deve crescer em 14,6% em 2021, sendo um cenário esperado pelo fim do auxílio emergencial e a retomada da procura por trabalho das pessoas que estavam receosas por conta da pandemia, além do alto número de demissões que ocorreram no ano passado.
Esse índice é 0,7% maior que a taxa projetada para 2020, de 13,9%. Porém, com o crescimento da atividade econômica haverá criação de novos empregos, o que irá pressionar a taxa de desocupação.
As perspectivas quanto às exportações melhorarão graças ao avanço das vacinas e a expectativa de normalização crescente da atividade econômica no mundo, além da definição das eleições nos Estados Unidos, reduzindo as tensões comerciais e estimulando a economia.
Haverá diversos benefícios para as exportações em 2021, prevendo a volta do crescimento do volume de produtos manufaturados exportados.
Isso ocorrerá devido a recuperação da demanda mundial e pela taxa de câmbio, que deve apresentar menos volatilidade e continuar em nível mais depreciado.
Em maio, a produção industrial sofreu um aumento de 1,4% em relação a abril, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), após três meses consecutivos de queda no começo de 2021. Por sua vez, era esperado que a indústria começasse o ano com produção ainda em alta, procurando repor os estoques que vinham limitando parte da fabricação em 2020.
Esse crescimento é abaixo do esperado, porém é uma retomada gradual para um setor que ainda busca se recuperar da crise econômica pela covid-19. No mesmo mês, obtiveram taxas positivas categorias como bens de capital (1,3%), bens de consumo (1,5%), bens de consumo semiduráveis e não duráveis (3,6%), bens intermediários (-0,6%) e bens de consumo duráveis (-2,4%).
Segundo a CNI, a dificuldade de se obter insumos deverá terminar no segundo trimestre de 2021, como também a pressão sobre os preços sendo resultado tanto da valorização do real, como da reorganização das cadeias produtivas.
Ao longo deste ano, progressivamente, as indústrias ainda batalharam para retornarem ao patamar de atividade do início de 2020, voltando a melhorar os problemas de competitividade que limitam seu crescimento.
Conheças as medidas de prevenção contra o covid-19 para o seu chão de fábrica.
A presença da tecnologia nunca foi tão necessária e segura como em 2020, e isso seguirá com maior intensidade este ano. Nas indústrias e empresas, novas soluções e ferramentas serão procuradas para adaptá-las de forma humanizada.
O distanciamento provocado pela Covid-19 trouxe formas mais eficazes de comunicação empática e desafios para manter os funcionários mais produtivos e engajados.
Por isso, é importante investir em tecnologias capazes de otimizar o tempo e gestão, mantendo seus colaboradores e clientes satisfeitos e colaborando internamente para a boa performance do negócio.
Após a pandemia - quando for seguro voltar aos escritórios - muitas empresas deixarão seus funcionários trabalharem de casa e até reduzir a jornada de trabalho para apenas quatro dias.
Essa tendência se intensificou devido a segurança e pelos colaboradores desejarem maior flexibilidade, tornando as viagens de ida e volta ao escritório ultrapassadas.
O home office se tornou uma necessidade, já que pode ser aplicado por vários motivos, principalmente pela versatilidade e aderência à novas tecnologias de comunicação.
Esse conteúdo foi útil? Compartilhe nas redes sociais!