Quem é o profissional da indústria 4.0?

Saiba quais são as competências exigidas pelo mercado de trabalho na era da Transformação Digital

profissional 4.0

É comum os pais imaginarem qual será a profissão de seus filhos, geralmente apostando nas mais tradicionais como médicos, engenheiros ou advogados. Mas, para os filhos da nova geração, será cada vez mais difícil acertar essas previsões. 

Isso porque muitas dessas crianças terão funções que ainda não existem. As profissões do futuro serão ditadas conforme surgem as demandas da nova Era Digital.

A onipresença da tecnologia, facilitada pela Indústria 4.0 e Internet das Coisas, exige das companhias uma nova visão de negócios, implantação de ferramentas inovadoras e, consequentemente, profissionais preparados para as novas necessidades no mercado de trabalho.

Se você está se perguntando: O que vai acontecer com o meu emprego? Acompanhe agora qual é o perfil desse novo profissional em meio a tantas mudanças no ambiente corporativo. Será que você tem as habilidades certas para se adaptar ao novo cenário empresarial?

Transformação digital começa na cultura

Quando pensamos em Transformação Digital, logo relacionamos a tecnologias caras e inalcançáveis. No entanto, essa revolução começa com uma mudança de mentalidade e, antes de tudo, é uma cultura que precisa estar impregnada no DNA da equipe. A tecnologia é apenas uma ferramenta que está cada dia mais acessível.

O que é cultura digital?

Para entender o que é uma cultura digital, podemos observar o maior polo de inovação do mundo: o Vale do Silício. O que torna esse lugar tão especial e berço das maiores transformações tecnológicas é justamente a sua cultura, que pode ser replicada em qualquer lugar, como acontece em países como China, Coréia do Sul, Israel, Índia, entre outros.

No Vale do Silício, erros e fracassos não são vistos como vergonha ou sinal de incompetência. O importante é errar rápido e consertar rápido, aprender com os resultados para fazer diferente na próxima oportunidade. 

O organograma empresarial também contribui para a formação de equipes diversificadas e criativas, em vez de um fluxo de trabalho fechado, limitado por uma enorme linha hierárquica e sem comunicação entre os departamentos. Em um ambiente inovador, as equipes trabalham por projetos e os grupos contam com o apoio e experiência de profissionais de várias áreas. O importante é resolver o problema.

Saiba porque na Era da Transformação Digital, o pulo do gato não é a tecnologia.

Perfil do profissional 4.0

Diante desse contexto, o que muda no perfil dos profissionais? A seguir, veremos quais são as características indispensáveis para o currículo do profissional 4.0:

Autogerenciar – Os profissionais estão cada vez mais autônomos, com liberdade para realizar suas atividades no escritório ou home office. Por isso, o autogerenciamento é imprescindível para manter o foco de suas tarefas, independentemente do lugar onde esteja trabalhando, com ou sem supervisão.

Desapegar – Como já mencionado, o organograma empresarial pode mudar para se adaptar às novas demandas do negócio. Dessa forma, o ambiente corporativo tende a sofrer alterações: um dia você pode estar em sua estação de trabalho, no outro pode estar em uma sala diferente desenvolvendo um projeto específico. Desapegar da rotina e do espaço de trabalho é uma habilidade que deve ser treinada pelas pessoas na vida profissional. Na era da transformação, ter capacidade de adaptação é essencial.

Saber colaborar remotamente – Se o espaço físico não é mais uma barreira para desempenhar o nosso trabalho, então devemos aprender a colaborar com a equipe mesmo distantes. Além de conseguir manter as nossas obrigações em dia, não podemos esquecer de contribuir com o restante do time – afinal a pluralidade e trabalho em grupo são essenciais para a inovação.

Assumir responsabilidades – Esse tópico pode parecer óbvio, mas o mercado de trabalho precisa, ainda mais agora, de profissionais que assumam a responsabilidade pelos problemas de seus clientes. Entre as mudanças de perspectiva das empresas, está o foco do cliente. O objetivo é trazer soluções e proporcionar a melhor experiência ao consumidor. Por isso, os colaboradores não devem postergar os problemas ou passar a responsabilidade para outros setores. A intenção deve ser de resolver a situação.

Empatia – Este ponto está muito relacionado com o tema anterior. Se preocupar efetivamente com a causa do cliente e entender a sua dificuldade é o primeiro passo para conseguir encontrar uma solução que ajude e satisfaça o público.

Visão sistêmica – Para ter resultados efetivos, não basta se preocupar apenas com a execução cega de sua função. É preciso ter uma visão sistêmica do negócio. Compreender o planejamento estratégico da empresa, é fundamental para você ter ideias de como melhorar o seu trabalho e contribuir para alcançar as metas da organização.

Autonomia – O novo mercado de trabalho, impactado pela velocidade da transformação tecnológica, é muito dinâmico e exige ações rápidas. Para acompanhar esse ritmo os profissionais não podem ter uma atitude passiva. É preciso ter iniciativa e autonomia para desempenhar suas funções com agilidade, qualidade e, claro, sempre muita inovação. 

Comportamento – O profissional 4.0 é conhecido pela sua proatividade, curiosidade em aprender e se atualizar, trabalho em equipe e flexibilidade. Entre suas aptidões, também podemos destacar a mentalidade de dono, ou seja, sentir-se responsável pelo negócio. Significa agir como protagonista para fazer acontecer todas as metas da empresa.

Comunicação – Cada vez mais estamos trabalhando com um número maior de pessoas que são, inclusive, de diferentes departamentos. Em função disso, a capacidade de se fazer entender, esclarecer uma ideia, saber defendê-la ou explicá-la é primordial em qualquer profissional. Aqui, o segredo é a boa comunicação para falar com qualquer pessoa e por qualquer meio.

Evangelizador digital – Pessoas que entendem essa nova cultura e propagam a ideia para que outros profissionais também comecem a pensar de maneira digital. 

Mais do que especialista – Se antes uma das grandes preocupações da carreira era se desenvolver para ser um especialista em determinada área, agora não basta apenas ser um especialista. As empresas precisam de profissionais que entendem de vários assuntos, para resolver os mais diversos tipos de situações. A diversidade está presente na pluralidade das equipes e, também, no conhecimento e habilidade dos colaboradores.

Novas formas de aprendizado

Sabiamente, o futurista Alvin Toffler, já dizia: “Os analfabetos no século XXI não serão os que não souberem ler ou escrever, mas os que não souberem aprender, desaprender e reaprender.”

Se pudéssemos resumir todos esses aspectos em um único princípio, com certeza seria: aprendizado constante. Acredite, os impactos da Transformação Digital não atingem apenas a maneira como trabalhamos, mas começam na forma como aprendemos, desaprendemos, reaprendemos e continuamos adquirindo conhecimento.

O lema é buscar desenvolvimento aproveitando as múltiplas formas de ensino que a própria tecnologia oferece, como cursos online ou treinamentos. Além disso, assumir desafios que fogem da nossa zona de conforto ajudam a fomentar a inovação.

A experiência de quem aprendeu na prática, colocando a mão na massa, tem ganhado tanto status quanto um diploma universitário. A velocidade com que a tecnologia evolui faz com que outros meios de aprendizado a curto prazo ganhem mais relevância.

A escolha de um curso superior sempre foi vista como um momento crucial na vida de um jovem, afinal ele deveria seguir aquela profissão pelo resto da vida e só tinha uma chance de acertar. No entanto, as coisas mudaram. 

As carreiras não são mais lineares, como já vimos um profissional deve ser plural – compreender diferentes expertises. Ou seja, dependendo da necessidade, pode ser que você precise buscar uma formação específica que foge da sua área de atuação. Depois, aparecerão outras oportunidades para aprender e desempenhar funções em setores diferentes e, quando você perceber, fará algo que não tem nada a ver com o seu primeiro diploma universitário. Para resumir: se trata muito mais sobre ter atitude, iniciativa e experiência de vida do que propriamente uma formação técnica.

Desafio para os gestores

Com tantas mudanças, os colaboradores não são os únicos que precisam se adaptar à nova rotina: essa também é uma difícil missão para os gestores. O primeiro grande desafio para os líderes é saber como coordenar equipes tão diversificadas. 

Como deu para perceber, o mercado de trabalho na Era da Transformação é marcado por equipes multidisciplinares, heterogêneas e flexíveis. Cabe ao gestor alinhar todas as peças desse grande jogo para conseguir extrair o máximo potencial de cada um e alcançar os resultados esperados do time.

O segundo desafio dos gestores questiona o seguinte ponto: Como desenvolver e atrair os profissionais que não têm a cultura da transformação digital? Para começar, a liderança da empresa deve ser a primeira a assumir essa transformação.

Em seguida, o processo de influenciar os colaboradores ocorre a partir de incentivos, treinamentos, programas de aperfeiçoamento, entre outras ações que contribuam para implantar a nova cultura na empresa. O importante no momento de levar a transformação digital para o seu negócio, é deixar claro os objetivos dessa mudança. As justificativas são inúmeras: aumentar a produtividade, melhorar o relacionamento com os clientes, automatizar processos ou agilizar as entregas.

Descubra como a rotatividade afeta a produção da sua indústria.

Privilégio dos mais jovens?

A essa altura do texto, você pode estar pensando que esse é um assunto restrito aos jovens. No entanto, as características do profissional 4.0 podem ser aplicadas a qualquer pessoa, em todas as áreas de atuação e a faixa etária é livre. 

Quer dizer, agilizar entregas, diminuir a burocracia, tornar as coisas mais simples, trabalhar por projetos, focar no cliente, fazer menos reuniões, produzir mais, buscar resultados com base em metas, estar sempre se aperfeiçoando e ser flexível. Com essas características, a idade não será um impedimento para os trabalhadores mais experientes. 

Ou seja, para ser um profissional a altura das inovações tecnológicas, do jeito que o mercado de trabalho precisa, basta uma mudança de pensamento e atitude. Vai muito além da formação acadêmica, o DNA digital deve fazer parte de todo o colaborador.

 

 

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