Veja onde a margem escapa entre o sistema e a prateleira

Uma alteração de custo entra no sistema às 9h e o novo preço de venda é calculado logo depois. Na loja, por outro lado, a etiqueta de papel só muda quando alguém imprime, separa e encontra cada item na prateleira. Até lá, o sistema trabalha com uma informação e o cliente enxerga outra completamente diferente. É exatamente nesse intervalo que as etiquetas eletrônicas fazem diferença.
Esse atraso parece pequeno quando olhamos para uma única peça. Em uma loja de autopeças com milhares de SKUs, diferentes marcas, aplicações e faixas de preço, ele se repete em dezenas ou centenas de produtos. Cada venda feita antes da troca pode encolher a margem que o reajuste deveria proteger.
O prejuízo não aparece em uma linha chamada “precificação atrasada”. Ele se espalha entre margem perdida, horas de trabalho, insumos de impressão, correções no caixa, produtos sem preço e campanhas que começam depois do momento planejado. Para saber quanto a operação realmente perdeu, é preciso medir o atraso inteiro, não apenas o custo do papel.
A precificação tem duas etapas:
As etiquetas eletrônicas estão mais presentes na segunda etapa. Elas não corrigem uma regra de preço mal configurada e não substituem a gestão comercial. Seu papel é diminuir a distância entre a decisão tomada no sistema e a informação que chega ao cliente final.
Essa diferença importa e faz diferença. Quando você atualiza o preço no sistema, mas ainda usa etiquetas de papel, significa que a loja mantém um preço manual entre a gestão e a prateleira. Quanto maior o mix de produto, o número de alterações ou a quantidade de unidades, maior a chance de o atraso afetar o resultado.
Se o custo aumentou e a loja precisa corrigir o preço de venda, cada unidade vendida antes da atualização completa carrega uma diferença. O sistema pode indicar o novo valor, mas a operação ainda depende do tempo para imprimir, organizar, encontrar e trocar as etiquetas.
Em itens de maior giro, poucas horas já concentram várias vendas. Quando os produtos são de menor giro, as etiquetas manuais podem ficar dias sem atualização, isso porque a equipe prioriza as mudanças mais urgentes ou não encontra o item com facilidade. O processo ainda abre espaço para erros humanos, como por exemplo, colocar uma nova etiqueta sem tirar a anterior, deixando dois preços para o mesmo produto.
O atraso também pesa quando o preço diminui. Uma campanha pode estar ativa no sistema, mas perde força se o consumidor ainda vê o valor normal.
Cada hora de atraso reduz o tempo de promoção e limita sua capacidade de aumentar o giro, estimular a compra ou diminuir o estoque da janela planejada.
A troca de etiquetas impressas exige imprimir, separar, caminhar pela loja, encontrar cada produto, substituir o papel e conferir o resultado. Se uma etiqueta estiver na sequência errada, se o produto tiver mudado de posição ou se a impressão falhar, o processo recomeça em parte.
O custo inclui a hora da equipe e o que ela deixou de fazer nesse período:
Papel, fita de impressão, impressora e manutenção completam uma despesa que se repete a cada nova rodada de preços.
Quando o valor em exposição não acompanha o sistema, a diferença aparece no momento mais sensível da jornada de compra de um cliente: o pagamento.
A equipe precisa interromper o atendimento, conferir a informação e corrigir o caso. Mesmo quando o ajuste é rápido, a experiência só mostrou a falta de controle, além de ocupar quem deveria concluir uma venda.
Em redes de autopeças, uma mesma mudança pode depender de várias equipes para chegar ao PDV. Uma unidade conclui a troca pela manhã, outra termina à tarde e uma terceira deixa itens pendentes à noite.
A estratégia comercial foi definida de forma centralizada, mas a execução muda conforme a capacidade de cada loja.
O cálculo começa pelo tempo entre a alteração no sistema e a atualização do valor nas prateleiras. Depois, a empresa relaciona esse intervalo às vendas feitas e ao custo do processo manual.
Perda direta de margem = (preço novo - preço antigo) x unidades vendidas antes da atualização da etiqueta.
Imagine que o custo de reposição de um jogo de pastilhas de freio passou para R$ 80. Com base nesse novo custo e na margem planejada, a autopeças aprovou a alteração do preço de venda de R$ 100 para R$ 105.
Enquanto as etiquetas ainda mostravam o preço anterior, foram vendidos 200 jogos, considerando todas as unidades da rede.
Em cada venda, a empresa obteve R$ 20 de margem bruta, quando deveria ter R$ 25. Isso representa R$ 5 de margem não capturada por produto.
(R$ 105 - R$ 100) x 200 = R$ 1.000 de margem não capturada durante o atraso.
A venda continuou lucrativa, mas a demora para levar o novo preço do sistema até a prateleira impediu que a empresa alcançasse a margem planejada.
Esse exemplo não é uma média de mercado, ele apenas mostra como pequenas diferenças ganham escala quando envolvem muitos SKUs.
Esse cálculo pode ser um indicador mensal de negócio:
valor perdido durante o atraso / faturamento dos itens alterados.
Isso reforça que a decisão de investir em etiquetas eletrônicas não envolve apenas compará-las com o preço das etiquetas de papel, mas é um investimento que afeta diretamente a margem e operação do negócio.
A etiqueta eletrônica é um display digital associado ao SKU do produto.
Depois do vínculo inicial, ela recebe os dados definidos pela empresa, como preço, descrição, referência, código de barras, marca, imagem ou informação promocional.
Na integração com o TECNICON Business Suite, a alteração é feita na tabela de preços. Os produtos podem ser selecionados individualmente ou por classificações como grupo, subgrupo, família, segmento e marca.
Após o envio, as informações atualizadas chegam às etiquetas vinculadas, sem que a equipe precise imprimir e substituir cada papel.
Com isso, uma mudança de preço deixa de percorrer uma fila manual. A mesma base que orienta a operação abastece as informações nas lojas. A equipe ainda controla o que será enviado e quando, mas a atualização em massa é feita pelo sistema.
A principal mudança é operacional, pois a loja troca uma tarefa repetitiva por uma atualização digital. Isso abre espaço para corrigir preço com mais frequência, sincronizar campanhas e reduzir o tempo entre a entrada de um novo custo e sua atualização para o cliente.
A solução também permite trabalhar layouts diferentes para preço normal, oferta ou condições por quantidade. As informações exibidas dependem da configuração escolhida para o projeto, o que ajuda a adaptar a etiqueta às categorias e à estratégia comercial da loja.
Fundado em 1986, O Varejão Autopeças construiu quase quatro décadas de atuação no mercado de reposição automotiva. Com unidades em diferentes cidades da Bahia, a empresa se consolidou como uma das maiores redes de autopeças do estado e segue ampliando sua presença no setor.
Um dos capítulos mais recentes dessa trajetória é a loja conceito inaugurada em Salvador, com uma área total de 3.000 m². Apresentado como um shopping de autopeças, o espaço reúne mais de 48 mil SKUs, com produtos para carros, motos e veículos antigos. A variedade e a dimensão da operação exigem agilidade para manter informações e preços sempre atualizados.
Com a integração ao TECNICON Business Suite, as alterações realizadas no sistema refletem nas etiquetas dos produtos. Dessa forma, a equipe não precisa reimprimir papéis e substituir manualmente cada etiqueta após uma mudança de preço.
Uma operação dessa dimensão também exige planejamento. É necessário organizar os cadastros, definir os layouts e vincular cada etiqueta ao SKU certo. Depois dessa configuração, as atualizações deixam de depender de trocas físicas em cada alteração.
Veja o case da da loja conceito do O Varejão:
A etiqueta de papel pode parecer barata quando avaliada sozinha. O problema está em tudo o que precisa acontecer para que ela carregue o preço certo: impressão, organização, deslocamento, troca e conferência.
Enquanto esse ciclo não termina, a margem, a campanha e a experiência do cliente ficam totalmente expostas.
As etiquetas eletrônicas conectadas ao TECNICON Business Suite reduzem esse intervalo ao levar as informações do sistema para o ponto de venda de forma digital.
O investimento faz sentido quando a loja de autopeças percebe a necessidade de medir quanto vende com preços desatualizados, quanto tempo a equipe gasta para trocar as etiquetas e quantas vezes o processo manual falha.
Sua loja ainda atualiza o preço no sistema e corre contra o relógio para trocar as etiquetas? Converse com a TECNICON e mude essa realidade com um projeto de etiquetas eletrônicas: