Análise de causa e efeito: o que é diagrama de Ishikawa e como fazer

Utilize essa ferramenta de visualização que categoriza as potenciais causas de um problema

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O diagrama de Ishikawa - também conhecido como diagrama de causa e efeito; diagrama de Fishikawa e diagrama espinha de peixe - é uma análise para identificar prováveis causas de um determinado problema através dos 6M’s da Manufatura.

Considerado uma das sete ferramentas básicas de qualidade, o diagrama pode ser usado para estruturar uma sessão de brainstorming que permite identificar possíveis causas para um problema, classificando as ideias em categorias úteis.

Saiba mais sobre essa técnica e como ela pode ajudar sua empresa a padronizar e potencializar a gestão da qualidade a seguir.

Surgimento do Diagrama de Ishikawa

A análise de Causa e Efeito foi desenvolvida pelo professor Kaoru Ishikawa - sobrenome que originou o nome do diagrama - pioneiro na gestão da qualidade na década de 1960. A técnica foi publicada em seu livro de 1990, "Introdução ao Controle de Qualidade".

Quando você tem um problema, é importante explorar todas as possíveis causas antes de começar a pensar em uma solução, e uma análise de causa e efeito oferece um jeito mais útil de fazer isso. Esta ferramenta representada por um diagrama, combina brainstorming com mapa mental, e leva você a considerar todas as causas possíveis de um problema, em vez de apenas aquelas que são mais óbvias. 

Dessa forma, você pode resolver o problema completamente em vez de resolver por partes, fazendo com que ele seja executado indefinidamente.

Quando usar um diagrama de Ishikawa?

Embora tenha sido originalmente desenvolvida como uma ferramenta de controle de qualidade, você também pode usar a técnica de outras maneiras. Alguns motivos pelos quais considerar o seu uso são:

• Identificação das possíveis causas de um problema;

• Desenvolvimento de um produto;

• Para revelar gargalos ou áreas de fraqueza em um processo de negócios;

• Para evitar problemas recorrentes ou esgotamento de funcionários;

• E garantir que todas as ações corretivas implementadas resolverão o problema.

O diagrama também é frequentemente usado para auxiliar nas transformações enxutas e Seis Sigma, pois permite que os fabricantes reduzam a desordem, identificando as causas básicas dos problemas e áreas de melhoria.

Como funciona um diagrama de Ishikawa?

Para facilitar a compreensão, vamos imaginar o esqueleto de um peixe: o diagrama é lido da esquerda para a direita e consiste em ossos, indicando as possíveis causas de um problema, conectados a uma espinha que leva à cabeça do peixe, que simboliza o defeito ou problema.

Por exemplo, no diagrama abaixo, a forma do esqueleto de um peixe é formada por possíveis causas, agrupadas por categorias. Aqui, as causas são categorizadas pelos 6 M's da manufatura: Máquinas, Métodos, Materiais, Mão de Obra, Meio Ambiente e Medição. 

Eles são usados como comandos para gerar hipóteses e a causa raiz de um problema, e você escreve as causas potenciais sob cada um deles nas “costelas” do peixe.

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Ao classificar visualmente as relações de causa e efeito e determinar quais estão tendo o maior impacto, o Diagrama de Ishikawa permite tratar o problema em vez de seus sintomas. 

Como fazer um diagrama de Ishikawa?

O diagrama deve ser criado assim que a declaração do problema for escrita e os dados coletados. Ele deve ser visto como uma representação gráfica de hipóteses que poderiam explicar a falha sob investigação, servindo para comunicar rapidamente aos membros da equipe, clientes e gerenciamento. Existem quatro etapas para usar a ferramenta:

Etapa 1: Identifique o problema

Primeiro, escreva o problema exato que você enfrenta. Identifique quem está envolvido, qual é o problema, quando e onde ele ocorre. Em seguida, escreva em uma caixa no lado esquerdo de uma grande folha de papel e desenhe uma linha horizontalmente a partir da caixa. Esse arranjo, parecido com a cabeça e a espinha de um peixe, dá espaço para desenvolver ideias.

Etapa 2: Elabore os principais fatores envolvidos

Em seguida, identifique os fatores que podem ser parte do problema. Pelo menos quatro causas abrangentes devem ser identificadas e podem contribuir para o problema. Algumas categorias genéricas para começar podem incluir métodos, habilidades, equipamentos, pessoas, materiais, ambiente ou medições. Essas causas são desenhadas para ramificar-se da espinha com setas, formando os primeiros ossos do peixe.

Etapa 3: Identificar possíveis causas

Para cada causa abrangente, os membros da equipe devem refletir sobre qualquer informação de apoio que possa contribuir. Isso normalmente envolve algum tipo de método de questionamento, como os 5 Porquês, para manter a conversa focada. Esses fatores contribuintes são anotados para ramificar sua causa correspondente.

Etapa 4: Analise seu diagrama

Nesse estágio, você deve ter um diagrama mostrando todas as possíveis causas do problema que possam existir. Esse processo de decomposição continua até que a raiz do problema seja identificada. A equipe então analisa o diagrama até que um resultado e as próximas etapas sejam acordadas.

Controle a qualidade com o diagrama de Ishikawa

Independentemente de como você escolher usá-lo, o diagrama Ishikawa é uma ferramenta de qualidade extremamente poderosa. 

Usado de forma consistente e frequente, ele pode ajudar a identificar as causas raízes dos problemas e desenvolver ações corretivas e preventivas para eliminá-los. 

O próprio professor Kaoru Ishikawa fazia uma analogia dizendo que “padronização e controle de qualidade são duas rodas do mesmo carro”. Isso se aplica à busca pela qualidade - se você não tiver padrões rigorosos de como aplicar as técnicas, inclusive durante as investigações de melhorias, estará perdendo o controle.

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